Em formato pocket com capa-dura, chega nesta semana às livrarias Máximas de um país mínimo, Editora Rercord, um apanhado de frases-sínteses de Reinaldo Azevedo.quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Pequeno por fora, grande por dentro
Em formato pocket com capa-dura, chega nesta semana às livrarias Máximas de um país mínimo, Editora Rercord, um apanhado de frases-sínteses de Reinaldo Azevedo.quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Apagão mental
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Se fosse o contrário
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Apagão de liderança em Brasília
O assunto da noite, que se arrastou pela madrugada, foi o apagão elétrico nacional, ainda sem causa identificada.
Pesa-me lembrar que o pior apagão no Brasil não é o de energia elétrica. O pior apagão é o apagão ético. O apagão moral. E, nestes momentos é preciso constatar, o apagão de lideranças em Brasília.
Um presidente com um mínimo senso de responsabilidade teria dado entrevista ao vivo pelo menos ao Jornal da Globo. Teria chamado a responsabilidade para si, dando pessoalmente satisfações aos brasileiros, ainda que não tivesse respostas técnicas para dar.
Mas e quem esperaria isso de Lula? Quem esperaria isso do presidente que em 7 anos de governo não desceu do palanque um único dia? Tudo o que Lula sabe fazer é campanha. Não tem tempo para governar. Ademais, faz parte do trabalho do Ministério da Propaganda e Teflonação de Lula afastá-lo de toda e qualquer notícia ruim. Os subalternos é que são obrigados a receber os tomates do público, como se não estivessem nos cargos que ocupam por uma escolha política do presidente.
Escrevo isso porque no início da madrugada, na internet, vi mostras daquilo que deveríamos esperar de uma autoridade política. Antenadíssimo pelo Twitter, o governador (carinhosamente "govs" - by Marcelo Tas) José Serra postou o seguinte:
Sobre o apagão em grande parte do país: esta foi a primeira vez na história que todas as máquinas de Itaipu pararam.
Aqui
As usinas de Jupiá e Ilha Solteira e as 8 geradoras do Tietê trabalham em conjunto com a Cia. de Transmissão de Energia Elétrica Paulista.
A informação é de que a energia começa a voltar em algumas regiões do estado - ABC e Baixada Santista - e em muitos bairros da Capital.
Tb estou usando o twitter p/ monitorar a situação e manter contato. Segundo a PM, não houve distúrbios graves e o 190 funcionou normalmente.
Viva! RT @andregraziano Viva o Twitter! O @joseserra_ fala com a Jovem Pan agora. Respondeu ao nosso chamado. Jovem Pan AM e FM em cadeia.
Para quem não ouviu ou não é de São Paulo, entrevista à Rádio Jovem Pan: http://migre.me/bfio
Serra sabe que o apagão não é responsabilidade sua (o problema foi nacional, né?). E mesmo assim corre deliberar e dar satisfação às pessoas, porque considera que a população deve ser preservada, não importando se a causa do apagão é da competência de A, B ou C.
Não bastasse o exemplo de espírito público, Serra, dando provas de maleabilidade e modernidade, fez tudo isso através da mais atual das ferramentas da internet. Um jornalista da Jovem PAN enviou um twitt público destinado ao governador pedindo contato para uma entrevista ao vivo. Minutos depois Serra estava no ar, conforme se pode ouvir no link acima.
Agindo assim, o governador de São Paulo torna-se referência nos meios virtuais.
Apenas uma coisa me chateou enquanto eu acompanhava os comentários para o govs. Algumas pessoas, aproveitando-se do comportamento transparente e honesto do governador, escreveram textos incutindo-lhe responsabilidade pelo o apagão, fazendo-lhe cobranças absurdas. Não sei se fazem isso por ignorância política ou má-fé. Se for má-fé, é má-fé partidária. Não tem outra explicação.
Leitura obrigatória
Dilma é inocente
Ela não tem culpa. Está sendo só ela mesma. Passeia de mãos dadas com o padrinho, reclama da imprensa burguesa, fuxica informações do governo anterior. Isto é Dilma Rousseff.
O problema são os outros. A opinião pública brasileira é comprável com meio slogan. Caetano Veloso, querendo criticá-la, sem querer abençoou a fraude. O mal de Dilma, segundo o compositor, é ser apenas uma gestora, sem experiência política.
Haja paciência. A única verdade incontestável no currículo de Dilma Rousseff – fora as que ela mesma cria – é ser uma militante. Venerável Caetano: política é a única coisa que a ministra-chefe da Casa Civil fez até hoje.
Quem lhe disse que Dilma é gestora? Lula? Os jornais? Procure saber você mesmo. Descubra, se puder, uma única experiência de gestão bem-sucedida da suposta dama de ferro.
A auto-intitulada companheira de armas de José Dirceu fez na vida o que dez entre dez políticos da DisneyLula fazem: buscar o poder, grudar nele, abrir espaços para a companheirada na sombra do Estado brasileiro.
Avalie a gestão mais conhecida de Dilma Rousseff, à frente do Ministério das Minas e Energia (na Casa Civil ela só conspira, faz campanha e brinca de mãe do PAC, portanto não conta). Caetano, você ouviu falar que as concessionárias de energia elétrica estão devendo bilhões de reais ao consumidor, por cobranças excessivas na conta de luz?
Pois bem: isso é uma das obras-primas da famosa gestora Dilma Rousseff.
Copiando o populismo tarifário argentino, a candidata de Lula baixou na marra o preço da energia – como sempre, em nome do povo. É o crime perfeito: o povo fica feliz agora, e se dá mal mais tarde, com a falência das empresas do setor, que acabarão sendo socorridas pelo Tesouro – isto é, por todos nós.
Desta vez, as empresas deram um jeitinho, dentro do fantástico modelo criado pela gestora Dilma, de já ir abatendo o prejuízo no caminho. O contribuinte vai se ferrar lá na frente, e o consumidor já vai se ferrando agora. Um lembrete: ambos são a mesma pessoa – você –, vítima da grande gestora.
Alguém tem notícia de que a cobrança exorbitante e ilegal será devolvida às vítimas? Alguém ouviu alguma garantia nesse sentido da ministra mais poderosa do governo?
Ninguém tem, ninguém ouviu. Por uma razão simples: Dilma Rousseff não é uma autoridade de fato, não está administrando (gerindo!) os problemas do Brasil. Está cuidando do seu projeto eleitoral. Fazendo política – que é o que se dispõe a fazer.
Nada disso aparece na pasmaceira que é o debate político brasileiro. Todos os gatos por aqui têm status de lebre. Maluf inventa o “gestor” Celso Pitta, e a manada só grita depois do cofre arrombado. E lá vamos nós de novo, Caetano.
O verdadeiro analfabeto brasileiro é o eleitor.
http://colunas.epoca.globo.com/guilhermefiuza/2009/11/09/dilma-e-inocente/
